Gestão horizontal: tudo que precisa saber para aplicá-la na empresa

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Muito se ouve falar dos diferentes tipos de gestão e seu impacto nas organizações. Entre as dezenas de modelos disponíveis no mercado, a gestão horizontal tem ganhado destaque. Método de gestão adotado pelo Google e Netflix, duas grandes e potentes empresas, tem sido muito utilizado nas multinacionais.

A forma como o organograma horizontal é estruturado, mostra a diferença entra as relações horizontais. Por isso, algumas empresas com gestão vertical tem migrado e transformado sua forma de gerir. A horizontalidade acaba sendo o oposto da gestão hierárquica, pois ela desconstrói as hierarquias de acordo com o objetivo da organização.  

A busca por métodos para inclusão desse tipo de gestão é muito grande (gestão horizontal livro e gestão horizontal PDF). Muitos estão procurando fazer especialização vertical e horizontal. Mas, será que vale a pena investir nesse modelo de gestão?

O que é Gestão horizontal?

A gestão horizontal é um método organizacional, que tem como princípio básico desenvolver uma estrutura organizacional sem valorização de relações de poder. Ou seja, ele é o oposto da gestão vertical, derivada da hierarquia.

A horizontalidade tem como preceito buscar estabelecer uma forma mais participativa de gestão, onde as decisões possam ser tomadas em conjunto. Com isso, a responsabilidade é dividida entre os membros do time.

Nesse tipo de gestão os profissionais são incentivados a se posicionar e expressar sua opinião. Com isso, eles acabam ganhando uma maior responsabilidade, além de adquirir mais autonomia sobre seu trabalho.

Em resumo, esse modelo de gestão se baseia na ideia de que os trabalhadores são menos produtivos quando são supervisionados por uma cadeia de chefes. Além disso, acredita-se que a produção dos mesmos aumenta quando são envolvidos nos processos de decisão.

É importante destacar que não existe apenas um jeito de implantar essa estrutura. Isso mesmo! A gestão horizontal permite que as empresas adotem diferentes níveis de horizontalidade, de acordo com o quanto desejam eliminar da hierarquia.

Qual a diferença entre gestão horizontal e vertical?

Diante desse modelo de gestão muito se perguntam qual é a diferença da verticalização para a horizontalização. Mas, a diferença não está apenas no nome. Elas realmente são opostos.

Indo contra o modelo Top-down, na estrutura horizontal, os funcionários têm autonomia para tomar suas próprias decisões. Ou seja, neste modelo, grandes grupos de funcionários relatam a apenas um gestor. Isso torna o sistema mais informal.

Já na gestão vertical a empresa possui um organograma com vários níveis administrativos e hierárquicos. Desse modo, no topo sempre está o presidente da empresa, e as demais divisões são composta por uma série de quadros intermédios e supervisores que são responsáveis por diversos departamentos.

Para entender melhor confira as vantagens e desvantagens de cada modelo:

Gestão horizontal conceito: vantagens e desvantagens

Um modelo que desconstrói a estrutura organizacional padronizada e engessada. A gestão horizontal busca desburocratização dos processos. Por meio desse modelo a comunicação e a interação dos colaboradores fica mais fácil e clara. Quando bem estruturada, ela gera um sentimento de dono que faz com que os colaboradores lutem por um único objetivo: o crescimento da organização.

Com a diminuição da hierarquia, a comunicação fica mais fácil. A descentralização ajuda a motivar os colaboradores, que ficam mais livre para tomar decisões. Com isso, o ambiente de trabalho fica mais livre e dinâmico e há uma maior participação da equipe. Além disso, não há necessidade de um microgerenciamento, então os colaboradores ficam menos dependentes do líder.

Vantagens: este modelo de gestão faz com que os funcionários se sentem mais motivados, pois há menos burocracia. Com isso, os problemas são solucionados com maior agilidade e precisão. Além disso, a gestão horizontal tem um custo menor para a organização, tendo em vista que não há a necessidade de contratar vários gerentes.

Desvantagens: com a menor ação da liderança esse tipo de gestão acaba tornando os processos mais difíceis de gerir, especialmente quando a empresa cresce. Além disso, quando não bem estruturada, pode fazer com que os funcionários se sentam perdidos a respeito de seus papéis e responsabilidades. E, consequentemente, os gerentes podem se frustrar por sua falta de autoridade.

Gestão vertical conceito: vantagens e desvantagens

Na gestão vertical há uma distribuição de cargos onde é preciso obedecer uma hierarquia. Ou seja, a tomada de decisão é realizada nas esferas superiores. Desse modo, cada um conhece suas responsabilidades, mas são dependentes do líder.

Vantagens: neste modelo de gestão há uma estruturação melhor. Com isso, eles conseguem designar as tarefas aos funcionários e departamentos com maior eficácia. Além disso, cada colaborador tem responsabilidades bem definidas, e conseguem desempenhar seu trabalho com maior agilidade e precisão.

Desvantagens: apesar de ter benefícios para os colaboradores, este modelo acaba deixando-os dependentes do seu líder. Com essa forte dependência do topo se houver um enfraquecimento da gestão, todas as estruturas hierárquicas podem se frustrar e ir se degradando. Com isso, há uma maior abertura para possíveis desistências e desmotivação. Além disso, o crescimento é mais demorado.

Efeitos da Gestão horizontal na organização

Sabemos que uma das principais fontes de problema nas organizações é a falta de comunicação entre os departamentos. Por isso, é extremamente importante que as empresas liberem informação, permitindo o seu fluxo livre entre todos os níveis.

Muitas empresas se prendem a necessidade da informação ter de passar de um nível hierárquico a outro, até que haja uma tomada de decisão. Com isso, o colaborador precisa falar com seu gerente e este com seu superior, que deve pedir autorização para outra pessoa que ocupa um cargo acima do dele, até que a informação chegue no topo, e a decisão finalmente seja tomada.

A gestão horizontal veio justamente para acabar com isso. Ela pretende desmistificar a ideia de que há necessidade de um líder supremo tomando todas as decisões, até mesmo para setores que ele não atua efetivamente.

A maioria dos colaboradores das empresas com outros tipos de gestão sofrem, pois não tem liberdade de comunicação com seus superiores. Há uma separação entre o topo e as demais ramificações. Por isso, a horizontalidade busca acabar com a hierarquia na comunicação, diminuindo a burocracia. Com isso, é possível ter menos processos até o resultado esperado. Pois, a simplificação da comunicação pode facilitar a resolução das questões.

Agora que você já conhece as vantagens e desvantagens da gestão horizontal, pode decidir se vale a pena aplicá-la na sua empresa!