Tech Recruiter: os maiores desafios da profissão

Tech Recruiter: os maiores desafios da profissão

Nós estamos vivendo uma era digital, que afeta toda nossa forma de comunicação e molda nosso dia a dia. Nos relacionamos digitalmente, consumimos produtos digitalmente, trabalhamos digitalmente. E estamos todos cientes desse movimento comportamental que migra a atenção humana cada vez mais do físico para o online.

Acompanhando este movimento, e para se posicionar de acordo com esses novos hábitos, o mercado profissional gerou novas demandas, que incluem e englobam dentro de seus processos tarefas do meio digital, o que, consequentemente, criou a necessidade de buscar por colaboradores com habilidades e competências capazes de cumprir tais tarefas.

Dentro deste cenário vimos um boom de vagas para cargos especializados e de alto conhecimento tecnológico, e acompanhamos um crescimento frenético, ou pelo menos a tentativa dele, nas equipes de TI. Porém, a procura não supera a oferta e o mercado acaba entregando uma certa escassez desses talentos tecnológicos, que levam fatalmente o RH a enfrentar grandes desafios na contratação de profissionais realmente qualificados.

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Segundo a Brasscom, apenas 53 mil pessoas se formam por ano em cursos de perfil tecnológico, para atender a uma demanda média anual de 159 mil profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Estes fatores culminam em uma sobrecarga de exigências ao RH, que precisa estar atento a uma multiplicidade de detalhes para angariar o colaborador ideal para preencher cada um desses cargos, e é exatamente dessa urgência que surgiram os Tech Recruiters.

Estes profissionais apresentam um conjunto específico de competências, unindo suas habilidades em recursos humanos com o seu conhecimento em TI, para que possam identificar com mais facilidade e autoridade o verdadeiro potencial de um colaborador para um cargo com demandas voltadas a área tecnológica.

Logo, esta profissão vem ganhando cada vez mais espaço no mercado e tem se tornado indispensável nos processos de recrutamento empresariais, porém, apesar de seus talentos, os profissionais da área encontram um mar de desafios para navegar. E vamos falar aqui, exatamente sobre as principais dificuldades que o Tech Recruiter precisa enfrentar no desempenho da sua função no mercado de trabalho atual.

Portanto se você é um Tech Recruiter ou conhece alguém que faça parte deste grupo, fique ligado nesse conteúdo.

Quando você se depara com o termo dev (desenvolvedor), já vem aquela sensaçãozinha de que eles estão dominando o mercado, afinal o que não falta são empresas se desdobrando para conquistar seu time de devs dos sonhos, não é mesmo?

Pois saiba que você não está sozinho, essa sensação é real, um bom dev é aquela joia rara que toda empresa quer achar desesperadamente, e agarrar com unhas e dentes. Mas então, isso quer dizer que esse é o momento de os Tech Recruiters brilharem e mostrarem a que vieram, certo? Bem, não exatamente.

Apesar de se posicionarem exatamente sobre uma necessidade gigantesca do mercado, achar o dev ideal é uma verdadeira luta, pois, com estes profissionais cada vez mais disputados, conseguir alcança-los e atraí-los depende de uma série de fatores complexos e nada fáceis de realizar.

Veja bem, segundo uma pesquisa feita por Rômulo Alves, Product Coordinator no G4 Educação, existem 5 principais dificuldades que a maioria dos Tech Recruiters enfrenta diariamente para trazer os melhores talentos que irão compor suas equipes, e nós vamos discorrer sobre cada uma delas a seguir.

O mercado de tecnologia está muito aquecido

Como já citado acima o mercado de tecnologia possui cada dia mais vagas abertas e menos pessoas prontas para assumirem seus respectivos cargos. Essa realidade não só dificulta a vida dos recrutadores, como também eleva os preços estabelecidos no mercado.

Segundo a UOL Economia, em pesquisa realizada pela FIA, está cada vez mais difícil encontrar profissionais da área de tecnologia, e o desafio fica ainda maior quando falamos na retenção destes talentos. E por enquanto, não vemos a tendência de melhora desse cenário, a Brasscom estima um déficit anual de 106 mil a 530 mil talentos até 2025.

Assim, entram em jogo como um dos fatores determinantes para contratação deste grupo o oferecimento de salários significativamente altos e um conjunto de benefícios suficientemente atrativo. Logo, para os Tech Recriters que dispõe de um baixo orçamento, na disputa com startups bilionárias, gigantes do mercado e propostas estrangeiras pagantes em dólar, já saem na desvantagem.

Certamente, esse é o principal problema enfrentado por quem atua nesse setor, mas infelizmente não é o único. Muitas vezes, mesmo pagando o valor do mercado, os recrutadores ainda encontram novos problemas, como uma enorme dificuldade em realizar o primeiro contato com o profissional da área de tecnologia e a alta volatilidade do desenvolvedor contratado.

Encontrar profissionais qualificados já é difícil, mais ainda, com fit cultural

O tão desejado fit cultural é a máxima buscada por, praticamente, 100% das empresas atualmente. Afinal, é de extrema importância para o clima organizacional da empresa que o funcionário compartilhe da sua visão e sua cultura, e achar o indivíduo que une qualificação e adequação a cultura da empresa é algo simplesmente necessário.

Não basta apenas possuir o conjunto de habilidades técnicas exigidas para executar uma função e não estar alinhado em nada com a proposta da empresa.

É comum ver empresas que correm para cumprir metas urgentes de contratação, se atendo apenas ao perfil técnico, e focam em trazer os talentos da área o quanto antes para atuação no cargo, colocando em perspectiva a ideias de treinar competências de soft skill no dia a dia da empresa. No entanto, a técnica acaba não funcionando e as empresas em questão se deparam com o processo custoso e demorado que pode ser ensinar competências como comunicação, proatividade e pensamento crítico.

E mesmo quando partimos para solução de contratar consultorias de recrutamento, surge uma miríade de problemas, como altos custos, taxa de success fee de até 120%; demora na entrega dos currículos, tempo de espera para as entrevistas muito longo e prejudicial; sem garantia do match cultural, muitas vezes nenhum dos currículos trazidos dão match com a cultura da empresa.

O júnior é mais barato, mas precisa de treinamento

De fato, um profissional júnior é mais fácil de encontrar e mais acessível financeiramente, porém, com uma demanda alta dos funcionários da equipe de tecnologia, não sobra tempo para treinar estes iniciantes.

Mais de 50% das empresas não se sentem prontas para absorverem o desenvolvedor júnior para suas equipes, apesar de ter uma oferta relativamente satisfatória desses profissionais no mercado.

O que falta para essas empresas é, principalmente, uma estrutura que possibilite o acompanhamento do dev júnior. É difícil para o colaborador sênior mentorar e desenvolver outras pessoas, enquanto mantém um alto rendimento de suas atividades. Além disso, criar um plano de treinamento que garanta o crescimento rápido desse profissional efetivamente é algo bem difícil de fazer.

Porém, ainda coma as adversidades, não podemos ignorar algumas das vantagens que essa estratégia possibilita:

Diminuição dos custos do tempo para contratação e dos custos com os salários;

Criação de estruturas funcionais e proveitosas para o desenvolvimento dos profissionais;

Sentimento de pertencimento nos colaboradores que veem na empresa uma oportunidade de crescer profissionalmente.

Falta diversidade na equipe

A diversidade nas empresas é uma pauta recorrente, principalmente para as equipes de RH que, diariamente, se dedicam a fomentar soluções de inclusão. No entanto, na área de tecnologia essa realidade ainda é particularmente incipiente e o mercado acaba mostrando dados desanimadores da maioria das equipes.

E com tanta dificuldade na contratação dos devs tecnicamente ideais para a vaga, pensar na possibilidade de inclusão fica totalmente em segundo plano.

Essa escassez de diversidade no perfil de contratação de profissionais de tecnologia é algo muito prejudicial para elaboração dessas equipes dentro de empresas, pois é comprovado o impacto positivo que esta característica gera no ambiente empresarial, seus benefícios são notáveis no âmbito de eficiência, lucratividade e até mesmo desenvolvimento interpessoal de comunicação, que é algo que costuma faltar nos times de tecnologia.

Multitarefas: Tech Recruiter com diversas demandas do RH

Conseguir resolver todos esses problemas do recrutamento tech e ainda lidar com diversas demandas do RH é a realidade de muitos profissionais dessa área, porém é obviamente um desvio da proposta inicial da função deste cargo.

Afinal, ao surgir o espaço do Tech Recruiter, a intenção é segmentar as funções. Não é simplesmente mais um profissional recrutador do RH, mas sim um colaborador com competências específicas para realizar contratações mais assertivas de profissionais da área tecnológica. Claro, isso não impede a proatividade desse indivíduo para com seus colegas na equipe de RH, porém qualquer tarefa que não englobe suas competências deveria ser uma tarefa secundária, que não representa prioridade até que a demanda de contratação seja cumprida.

No entanto, muitas empresas não entendem esse conceito tão objetivamente e acabam sobrecarregando os funcionários desta área ao incluir, além dessas problemáticas de contratação, outras demandas fundamentais na sua rotina.

Essas equipes enxutas acabam fazendo com que o colaborador de RH fique responsável pelo recrutamento de pessoas (não só de tecnologia), pelo processo de onboarding, treinamentos e burocracias específicas da área.

 

O mercado de tecnologia está em crescimento exponencial, isso é incontestável e, por isso, encontrar os grandes talentos do mercado, com preços que cabem no orçamento, com fit cultural e ainda retê-los, é um trabalho árduo e definitivamente desafiador.

Esse artigo levantou os principais pontos problemáticos para o cumprimento da função de Tech Recruiter e evidenciou detalhadamente as preocupações que assolam este profissional, afim de trazer consciência para os leitores, sejam eles contratantes ou contratados, acalmando os ânimos daqueles que estão tentando o seu melhor para realizar suas demandas, mas estão sem sucesso e sem entender o porquê.

Talvez, ao compreender a extensão e a magnitude desses problemas, possam nascer soluções criativas e ousadas por parte desses profissionais.

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